Archive for the 'Buenos Aires' Category

Buenos Aires em imagens

Eu sei que demorei. Mas finalmente organizei algumas das minhas fotos da viagem a Buenos Aires. Quer ver também? Clique aqui e vá para meu álbum de fotos no Flickr.

Buenos Aires em imagens

Buenos Aires em imagens

Dicas de viagem para Buenos Aires

Depois que retornamos da nossa viagem a Buenos Aires, muitas pessoas tem deixado comentários no blog solicitando dicas de viagem para a capital da Argentina. Resolvi reunir aqui algumas informações que acho importantes e que respondem em grande parte os questionamentos.

Caso você não encontre o que deseja, deixe um comentário aqui neste post para eu possa ajudá-lo.

Vamos às dicas:

Requisitos de entrada na Argentina: aos turistas brasileiros bastam apenas a carteira de identidade ou o passaporte válido. Atenção: é muito recomendável que a carteira de identidade tenha expedição recente. Documentos como carteira de motorista, da OAB e outras associações profissionais não são aceitas.

O tempo máximo para permanência de turistas é de 90 dias e não são exigidos certificados de vacinação.

Roteiros de passeios: a cidade de Buenos Aires tem um excelente site oficial de turismo, inclusive com conteúdo em português. No site estão disponíveis vários percursos pré-determinados por bairros e ruas interessantes da cidade, os chamados “roteiros autoguiados“, que utilizei e recomendo!

Alguns outros sites indicados para encontrar excelentes dicas de Buenos Aires:

  • Viaje na Viagem: o blog do mestre Ricardo Freire, que me inspirou a criar o “O que se faz” e blogar ao vivo as minhas viagens. Lá você encontrará dicas de viagens não só para Buenos Aires, mas também para muitos destinos no Brasil e no exterior.
  • Idas e Vindas: no blog da Carla peguei várias dicas de lugares legais para visitar em Buenos Aires. Há também o relato das idas e vindas dela a outros destinos como o Uruguai, Peru e Chile.
  • A Turista Acidental: este é o blog da Emília, onde também encontrei preciosas dicas sobre Buenos Aires. Como o nome sugere, há vários (e ótimos) relatos de viagens.

Hospedagem: não utilizamos hotel em Buenos Aires, mas alugamos um apartamento. Se você vai ficar, no mínimo, 7 dias por lá, eu recomendo muito! Utilizamos o serviço da empresa BYT Argentina, muito bem recomendada por outras pessoas. Acesse o site e procure por apartamentos de acordo com o número de pessoas, a localização e a disponibilidade para o período desejado. Na página de cada apartamento há uma descrição detalhada do imóvel, móveis, eletrodomésticos e serviços disponíveis, além de várias fotos do local.

O processo funciona da seguinte forma: após escolher o apartamento, a reserva é feita no próprio site pagando uma taxa de 40 dólares com cartão de crédito. Após esta etapa, a empresa envia um e-mail com todos os detalhes do contrato, como o endereço e número de telefone do apartamento, período de aluguel, horário para chegada, etc. Em relação ao valores cobrados, você deverá levar, em dinheiro, uma parte referente ao aluguel e outra referente a um depósito de garantia, que serão entregues ao funcionário da Byt Argentina no dia da chegada. Este depósito de garantia é devolvido, em mãos, no dia da devolução das chaves do apartamento, caso não haja nenhum problema como o imóvel.

O processo conosco foi muito tranquilo e os funcionários da Byt Argentina foram muito cordiais, corretos e profissionais. Na nossa próxima viagem a Buenos Aires, certamente alugaremos um apartamento com esta empresa.

Câmbio: se você já quiser chegar em Buenos Aires com alguns pesos, recomendo comprá-los na corretora Cotação, com filiais em várias cidades no Brasil. Aliás, se você for alugar um apartamento em Buenos Aires, vai precisar de dólares e eu recomendo a mesma empresa.

Mas o ideal é trocar seus reais por pesos em Buenos Aires, pois você encontrará as melhores cotações. Logo na chegada ao Aeroporto de Ezeiza, faça o câmbio na agência do Banco de La Nacion que fica no saguão, fora da área de desembarque internacional. Dentro da área de desembarque existem outras casas de câmbio, mas fuja delas, pois tem péssimas cotações!

Não troque todos os seus reais por pesos de uma vez! Faça o câmbio a medida que houver necessidade.  No centro de Buenos Aires, recomendo o Banco Meridien, que fica na esquina de Calle Florida com Perón e tem ótimas cotações.

Para fazer o câmbio são necessários o passporte ou carteira de identidade e documento carimbado pelo setor de imigração argentino.

Transporte: para ir do Aeroporto de Ezeiza para Buenos Aires, cerca de 35 Km de distância, utilizamos o serviço da empresa Táxi Ezeiza. O trajeto durou cerca de 40 minutos e nos custou 88 pesos. Para retornar ao aeroporto, utilizamos o serviço da mesma empresa, com hora marcada e a um custo de 60 pesos. (atualização: em Novembro/20101, os preços são 130 Pesos o trecho Ezeiza-Centro e 98 Pesos o trecho Centro-Ezeiza)

Dentro da cidade, andamos muito de táxi, pois tem um custo extremamente barato se comparado ao praticado aqui no Brasil. Mas como já tinhámos encontrado relatos de pessoas que tiveram problemas com alguns táxis por lá, como recebimento de notas falsas e percursos maiores que o necessário, sempre pegamos carros de empresas de rádio-táxi, que são mais confiáveis. Para identificá-los, basta procurar a inscrição “rádio-táxi” nas portas. Outro conselho é sempre levar dinheiro trocado para efetuar os pagamentos (notas de 20 pesos, no máximo!).

Utilizamos também o serviço de metrô apenas uma vez, a título de experiência. Mas nos pareceu um meio de transporte confortável, seguro e barato: 90 centavos de peso por trecho. A rede de metrô de Buenos Aires, chamado de “Subte” por lá, foi inaugurada em 1913, sendo a pioneira na América Latina.

Os ônibus também possuem uma tarifa muita barata, apenas 40 centavos. Mas os veículos são, em geral, muito velhos e “assoviam” enquanto andam! Se você quiser arriscar, saiba que é necessário ter o dinheiro trocado, pois os ônibus não tem o tradicional cobrador existente no transporte coletivo daqui.

Temperatura: a nossa viagem foi no período de Outono e encontramos temperaturas entre 17 e 6 graus durante o dia. Já durante a madrugada, a temperatura chegou a 1 grau!! Mas nada que um bom agasalho e um par de luvas não resolvam. Além disso, a maioria dos restaurantes, cafés e shoppings de Buenos Aires tem ambientes com aquecimento.

Alimentação: nós já chegamos em Buenos Aires com várias indicações de restaurantes e cafés, todas encontradas nos sites Viaje na Viagem e Guia Óleo, um excelente guia de restaurantes que fornece endereços, fotos e avaliações dos locais.

No bairro da Recoleta, recomendo o Lola Restaurante, o Café La Biela, o Sottovoce, o Rodi Bar, o Restó e o Nectarine. Na região de Palermo, o ótimo Lelé de Troya, além do Cluny, o Olsen e o Bar Uriarte. Em Belgrano, bairro próximo a Palermo, recomendo o Sucre.

Para um happy hour, recomendo o Gran Bar Danzón. Para deliciosas empanadas, o El Sanjuanino. Para um café histórico, o Café Tortoni. Mesmo que esteja fazendo um frio polar, não vá embora sem provar um sorvete de dulce de leche do Freddo, que tem várias lojas espalhadas por Buenos Aires. E por último, mas não menos importante, experimente (e compre várias caixas) os famosos alfajores Havanna.

Compras: como não era o objetivo da viagem, não foi um ponto muito explorado por nós. Mesmo assim, compramos algumas roupas, principalmente na Zara. Os preços das roupas estão, em média, 20% mais baratos que no Brasil. Não era o nosso caso, mas se você não tiver muitas roupas de frio, vale a pena deixar para comprar em Buenos Aires. Encontrei excelentes casacos a 350 pesos, cerca de 200 reais no câmbio de hoje.

Os locais de compra mais recomendados são a famosa Calle Florida (para roupas de couro, artigos eletrônicos e as tradicionais lembrançinhas), o bairro de Palermo (roupas de grifes internacionais e outlets de marcas famosas) e os tradicionais shopping centers (recomendo o Patio Bullrich e o Alto Palermo Shopping).

Ligações telefônicas para o Brasil: as tarifas cobradas em hotéis ou do telefone celular costumam ser caríssimas! Para ligar para o Brasil procure um dos inúmeros “locutórios” espalhados por toda a cidade. Os locutórios são locais que reunem várias cabines telefônicas e computadores para acesso à internet. Uma ligações de 5 minutos para Belo Horizonte me custou 4 pesos, cerca R$ 2,30.

Eletricidade: na Argentina a eletricidade utilizada é de 220 volts. As tomadas são diferentes das existentes no Brasil, a maioria posui dois orifícios achatados e dispostos diagonalmente. É necessário utilizar um adaptador, que pode ser encontrado no free-shop ou em sites de comércio eletrônico. Em Belo Horizonte, comprei na Loja Elétrica, na esquina da Avenida Santos Dumont com Rua Rio de Janeiro, por R$ 25,00.

Meus roteiros: se quiser ler todos os textos publicados no “O que se faz” a respeito da minha viagem a Buenos Aires, clique aqui.

Jardim Botânico, Jardim Japonês, Rosedal e Puerto Madero

Último dia em Buenos Aires e ainda faltavam alguns locais para visitar. Acordamos cedo, tomamos café e pegamos um táxi em direção ao nosso primeiro destino do dia: o Jardim Botânico.

Localizado no bairro de Palermo, o Jardim Botânico foi inaugurado em 1898 e conta com cerca de 6.000 espécies de plantas, além de várias esculturas e fontes.


Encontramos muitos gatos no jardim. Eles ficaram nos seguindo durante toda a nossa visita ao local. Alías, acho que quase todos os gatos de Buenos Aires moram por lá. Como a cidade tem muitos cachorros nas ruas, creio que este é local seguro para eles.




O jardim Botânico é um local bem cuidado, tranquilo e muito agradável para visitar.



Terminamos a nossa visita e fomos em direção ao nosso próximo destino: o Jardim Japonês, também localizado no bairro de Palermo.

O Jardim Japonês, um presente da comunidade japonesa à cidade de Buenos Aires, reproduz um tradicional jardim do Japão.

No grande lago do Jardim encontramos muitas carpas grandes! Bastava nos aproximarmos um pouco das margens do lago e elas já vinham à tona procurando alguma comida.

Por alguns instantes ficamos com receio de que o pato fosse devorado pelas carpas!! Mas, desta vez, ele escapou! A sorte dele é que tem sempre alguém jogando comida para os peixes.

Nos certificamos de que o pato estava bem e continuamos o nosso passeio.









Saímos do Jardim Japonês em direção ao Parque Três de Febrero, também conhecido por aqui como Los Bosques de Palermo, inaugurado em 1876. É também um parque muito bem cuidado, com belos gramados, jacaranadás e um lago. Neste parque está localizado o Rosedal, o nosso próximo destino.

O Rosedal, um jardim especializado em várias espécies de rosas, foi inaugurado em 1914. Estima-se que existem cerca de 12.000 espécies de rosas no jardim, mas só encontramos algumas devido a proximidade do inverno.

Apesar de não encontrarmos muitas rosas, o local é muito bonito e tranquilo para visitar.






Já era a hora do almoço. Saímos do Rosedal e caminhamos em direção a Avenida Del Libertador.


Pegamos um táxi em direção a Puerto Madero, nosso último destino em Buenos Aires.

Puerto Madero foi inaugurado em 1897. Dez anos depois, em função do aumento no tamanho das embarcações, ficou totalmente obsoleto. O governo determinou a construção de um novo porto, que ficou pronto em 1925 e a região de Puerto Madero entrou em rápida decadência. Vários planos foram tentados com a intenção de dar nova vida para a região, mas sem sucesso.

Somente com uma nova intervenção do governo, em 1991, a situação da região mudou. Um concurso nacional de ideías foi lançado e surgiu um novo plano para salvar a região. Puerto Madero foi transformado em zona comercial e recebeu o investimento de cerca de 100 milhões de dólares. Várias ruas foram abertas, parques foram criados, antigos prédios foram reformados e novos foram construídos.

Atualmente Puerto Madero é uma das regiões mais badaladas de Buenos Aires, com várias boates, restaurantes e hotéis de luxo, como o Faena Hotel Universe, projetado pelo famoso designer Philippe Starck. Alan Faena, o dono do hotel, foi um dos responsáveis pela glamorização do bairro e tem inúmeros projetos em execução na região.


Caminhamos um pouco pelo bairro e escolhemos o restaurante Bas Buenos Aires para almoçar.

O local tem um excelente ambiente e mesas com vista para o porto.



Pedimos uma salada para entrada e bife de chorizo como prato principal.


Tomamos um cafezinho para finalizar e continuamos caminhando pelo bairro.



Caminhamos até o final do porto. O frio era tanto (sensação térmica de 11 graus) que até os ossos estavam doendo. Era hora de pararmos para tomar um café.


Ficamos no café durante um bom tempo, conversando e revendo as fotos. Quando saímos já estava anoitecendo em Buenos Aires.

Pegamos o caminho de volta, porém do outro lado do porto. Paramos para conhecer a Fragata Presidente Sarmiento, o primeiro barco escola da Argentina e, atualmente, transformado em museu.





Andamos por mais alguns quarteirões, fizemos as últimas fotos, pegamos um táxi e retornamos ao apartamento. Fim da viagem: agora é arrumar as malas e preparar o nosso retorno a Belo Horizonte.



Chuva, frio, metrô e cinema em Buenos Aires

Estamos sempre acompanhando a previsão meteorológica para evitar imprevistos aqui. Para hoje o Weather Channel previa chuva e frio. E foi o que aconteceu. Buenos Aires amanheceu com o tempo nublado, chovendo e muito fria. Pela manhã, a temperatura mínima foi de 1 grau!

Não poderíamos seguir o roteiro pensado para hoje devido a chuva. Pensamos em algumas alternativas, como visitar museus, mas lembramos que todos estariam fechados hoje. Assistimos um pouco de TV e o que mais nos chamou a atenção foram os comercias. Alguns muito ruins, mas no geral, a publicidade argentina nos pareceu muito boa. Tem um comercial do Ford Eco Sport que é hilário! A música não sai da minha cabeça!!

Decidimos fazer um programa diferente: conhecer o metrô de Buenos Aires e ir ao cinema! Como tinhámos que trocar alguns reais, pensamos em retornar ao Banco Meridien na Calle Florida. E eu ainda aproveitaria para comprar um pen drive, pois a memória da câmera estava no fim e o HD do notebook está apresentando alguns problemas. Próximo a Calle Florida há uma estação da linha B do metrô que nos deixaria no Shopping Abasto, na Avenida Corrientes, onde há um cineplex.

Decidido o roteiro, saímos para almoçar. Em função do frio e da chuva, escolhemos o Rodi, um restaurante localizado a poucos metros do apartamento.

O Rodi é um típico restaurante de Buenos Aires, sem muito requinte, mas bem localizado e com um bom atendimento.


Pedi um lomo à milanesa e a Grazi foi de bife de chorizo, ambos acompanhados de papas fritas.


Terminamos o almoço e pegamos um táxi em direção a Calle Florida.  Puxamos conversa com o taxista, que disse amar o Brasil e que sempre passava as férias no país. Ele conhecia Balneario Camboriu, Rio de Janeiro, Salvador, Salvador, Maceió e algumas outras cidades do sul. O assunto mudou para futebol e eu disse que a Argentina jogará com o Brasil em Belo Horizonte, a cidade onde vivemos. Ele perguntou qual era o meu time e eu disse “Atlético Mineiro”. Ele respondeu: ah, o “Mineiro” (como o Galo é conhecido em muitos lugares fora do Brasil) e completou dizendo que estava muito feliz pois torcia para o River Plate, que conquistou o campeonato argentino ontem. Quando a conversa chegou em Pelé versus Maradona, chegamos ao nosso destino.

Fomos ao Banco Meridien, trocamos alguns reais por pesos e compramos o pen drive. Saímos direto para a Estación L. N. Alem.

O metrô de Buenos Aires é muito barato. As duas passagens sairam por 1,80 peso, algo próximo a 1 real!




Apesar do aspecto mal cuidado dos trens, o metrô nos pareceu um bom meio de transporte em Buenos Aires. Achei a relação custo x benefício excelente. Dos meio de transporte da cidade, ficou faltando apenas o ônibus. Mas não pretendo utilizá-los, pois os veículos são, em geral, velhos e mal cuidados. E o que mais me dá medo: eles assoviam!!

Descemos na Estacion Carlos Gardel, que dá acesso direto ao Shopping Abasto.



Fomos direto ao cinema. Já tínhamos assistido a alguns do filmes em cartaz. Acabamos escolhendo o “Quiero roberme a la novia”, uma comédia-romântica-água-com-açucar, mas que servia ao nosso propósito: diversão! No Brasil o título do filme é “O melhor amigo da noiva”.

Hoje era dia de promoção e os dois ingressos custaram 28 pesos e ainda ganhamos um vale-pipoca!!

O meu medo era não conseguir acompanhar os diálogos com meu espanhol básico e inglês “meia-boca”. Compramos um refrigerante, mais uma pipoca média, M&M’s, tudo por 28 pesos.



No início do filme fiquei sem saber se lia as legendas ou tentava entender os diálogos em inglês. A Grazi não teve o mesmo problema, pois ela está um nível muito melhor que o meu de espanhou e inglês. Optei por ler a legenda e, exceto por um diálogo, compreendi tudo sem muito esforço.

Já era noite quando saímos do shopping. A chuva já havia terminado, mas o frio estava ainda pior! Pegamos um táxi e voltamos ao apartamento.

Como a previsão do clima para amanhã é de tempo nublado, porém com poucas chances de chuva, aproveitamos par arrumar as malas e o apartamento. Assim, ficaremos com mais tempo livre para aproveitar os últimos dias da viagem.

Caminito, La Bombonera e San Telmo

Tomamos um rápido café no apartamento e saimos em direção ao nosso destino inicial do dia: o bairro de La Boca. Criado por operários e imigrantes italianos, tem este nome por se localizar na boca do Riachuelo. Até o final do século 19, era a entrada obrigatória da cidade. Mas, quando o porto foi transferido para Puerto Madero, o bairro entrou em decadência.

O táxi nos deixou em frente ao Caminito, que nada mais é que um pequena rua que se tornou um museu a céu aberto.


É interessante caminhar entre as casinhas coloridas, embora seja impossível andar 5 metros sem ser abordado por alguém oferecendo uma foto com o sósia do Maradona (que nem se parece tanto com ele), os mais baratos souvenirs (que na verdade são caros) ou chicos pedindo um dinheiro (melhor ainda se for em reales, como dizem).



Eu já li em algum lugar que o melhor de vir ao Caminito é não precisar voltar na próxima viagem a Buenos Aires. Para nós, foi apenas um ponto turístico que não poderíamos deixar de ver. Seria como ir a Belo Horizonte e não conhecer a Igrejinha da Pampulha (guardadas as devidas proporções).

Na verdade, o meu grande interesse no bairro era uma visita ao mítico estádio de La Bombonera. Consultamos o mapa e tomamos o rumo do estádio.


Enfim, La Bombonera!

Na entrada do estádio da Calle Branden fica o Museu de La Passíon Boquense. E logo percebemos que a paixão pelo Boca Juniors é grande por aqui.

Na parte inicial do museu há um loja do Boca Juniors e, claro, uma estátua de Diego Maradona!


Compramos os nossos ingressos para o tour pelo estádio. Ainda teríamos que aguardar 40 minutos para o início da visita guiada. Fomos para o único acesso gratuito ao interior do estádio e ficamos admirando as instalações.

Próximo ao horário do tour, a entrada do museu foi liberada rapidamente para os visitantes. O museu conta toda a histório do clube com fotos, vídeos, exposição de objetos e, claro, muitos troféus!

E começamos o tour pelo estádio! Marta, a nossa guia, nos levou até a arquibancadas preferenciais e contou um pouco da história do clube. É impressionante como a arquibancada fica próxima ao gramado. Alías, o estado do gramado me pareceu ruim!



Em seguida, entramos no gramado. Bem, o acesso ao gramado não foi permitido, mas chegamos bem próximos a ele.


Neste lado do estádio ficam as arquibancadas populares, onde fica a “La 12” (em referência ao décimo-segundo jogador), a torcida mais conhecida do Boca.

Continuamos o tour, agora conhecendo a sala de imprensa.

E, por fim, visitamos os vestiários utilizados pelo time da casa.



Para mim, este foi um dos melhores passeios em Buenos Aires. Para quem gosta de futebol, é imperdível! E até mesmo a Grazi, que não gosta muito de futebol, achou muito interesante.

Passamos novamente pelo Caminito e pegamos um táxi a San Telmo, um dos bairros mais antigos de Buenos Aires. O nosso interesse em retornar lá era a feira de antiguidades da Plaza Dorrego, que acontece em todos os domingos.

Ficamos impressionados com a quantidade de tendas e a diversidade de objetos antigos à venda.






Saímos da praça e ficamos percorrendo as ruas ao redor, todas repletas de gente e lojas de antiguidade.


Passamos também pela “Igreja de Nuetra Sra. de Belén”, construída em 1734.



Um outro local interessante que encontramos foi a Passagem San Lorenzo, que fica entre as Calles Defensa e Balcare. Nesta passagem visitamos “Los Pátios de San Telmo” e um casarão onde se encontramos vários ateliês de artistas e artesãos.


Ainda na Calle Defensa encontramos o famoso Mercado de San Telmo, inaugurado em 1897.


Continuamos caminhando pelas ruas do bairro até o final da tarde. As pernas praticamente não obedeciam mais ao cérebro. Sinal de que hora de ir embora e descansar.

Palermo: almoço, passeio, compras e jantar

O cansaço chegou para valer. Como chegamos mais tarde na noite de ontem, foi difícil sair da cama cedo hoje. Acordamos mais tarde do que o planejado e saímos praticamente na hora do almoço.

O nosso roteiro hoje era ir para Palermo, um bairro legal de Buenos Aires, cheio de lojas de grifes famosas, outlets, lojas de decoração, parques e belas casas. Como perdemos metade do dia, resolvemos explorar apenas uma parte do bairro e deixar o restante para outro dia.

Pegamos um táxi e fomos direto para a Avenida Cordoba com Avenida Scalabrini Ortiz.

Caminhamos pela avenida e olhando algumas vitrines. Os preços das roupas realmente estão em conta aqui em Buenos Aires. Na loja da Levi’s havia uma grande fila para entrar. E, é claro, a maioria era de brasileiros.

Fomos até a esquina com a Calle Uriante e começamos a caminhar pelas ruas do bairro.




Neste ponto do bairro as ruas são mais calmas. Chegamos ao nosso destino para almoço: o Lelé de Troya. O restaurante tem uma decoração muito interessante e cada ambiente tem as paredes e os móveis pintados de cores diferentes.






Como chegamos depois do horário do almoço, o restaurante estava praticamente vazio. Nos acomodamos em um dos grandes sofás vermelhos do cômodo mais próxima da entrada e fizemos os nossos pedidos.



A comida estava excelente e o ambiente do restaurante estava tão agradável que pedimos um café e ficamos lá mirando a rua.

Saímos em direção a parte movimentada do bairro, nos arredores da Plaza Cortázar.

Nas várias ruas próximas à praça existem muitas lojas de grife, outlets e artesãos apresentando seus produtos nas calçadas. Na praça há também uma feira que só funciona aos finais de semana.





Ficamos a tarde toda em um entra e sai das lojas, vendo as vitrines e comprando algumas coisas. Paramos ambém na loja do Freddo e tomamos um delicioso sorvete de dulce de leche. Aliás, não importa o quanto esteja frio aqui, sempre vale a pena tomar um sorvete do Freddo!!

Palermo, além das lojas, é o lugar para se ver gente bonita.


A noite chegou e retornamos ao apartamento para recarregar as baterias e sair para jantar.

E o hoje era mesmo dia de Palermo! Pegamos novamente um táxi em direção ao bairro com destino ao restaurante El Ultimo Beso.

O El Ultimo Beso é um ótimo restaurante para ir a dois. O ambiente é bem decorado, a comida estava deliciosa, mas apesar de atencioso, o serviço foi um pouco lento mas não comprometeu a noite.





Catedral Metropolitana, Cabildo, Avenida de Mayo, Congresso e Livraria El Ateneo

A nossa estratégia de conhecer Buenos Aires a pé nos trouxe alguns problemas. Além de um grande cansaço, a Grazi ganhou uma grande bolha de água no pé direito. Para tratar a bolha, ela estourou e retirou toda a pele do local. Pesquisando posteriormente na internet, descobriu que até poderia furar a bolha e retirar a água, mas nunca deveria remover a pele que servia como uma proteção para o pé.

Como o machucado a estava impedindo de caminhar direito e eu ainda estava me recuperando do mal-estar de ontem, decidimos tomar café no apartamento e sair somente na hora do almoço.

Decidimos refazer uma parte do roteiro para registrar as fotos dos locais que passamos após o acidente com a câmera fotográfica. Pegamos um táxi e fomos para a Plaza de Mayo. Nosso primeiro ponto de parada foi a Catedral Metropolitana.

O interior da catedral é extremamente imponente. Creio ser impossível entrar e não ficar maravilhado com tamanha beleza.






A catedral também abriga o mausoléu que contém, desde 1880, os restos repatriados do libertador José de San Martín, morto na França em 1850. Segundo o Idas e Vindas, o blog da Carla, o mausoléu fica em anexo da catedral, pois o libertador era ateu e não poderia ser enterrado em solo sagrado.

O chão da catedral é formado por lindos mosaicos.

Saímos da catedral e fomos para outro edifício da praça: o Cabildo, que foi o QG do conselho municipal e onde os revolucionários deram os primeiros passos rumo à independência da Argentina. No edifício funciona ou museu com vários objetos da época, incluindo uma prensa tipográfica.

Saímos do museu e fomos caminhar pela Avenida de Mayo, com seus belos edifícios com arquitetura francesa.




Caminhamos alguns quarteirões e chegamos ao Café Tortoni, o mais famoso e tradicional de Buenos Aires. O local estava lotado de turistas, a maioria brasileiros, e tivemos que aguardar um pouco para entrar e tomar um chocolate com churros.






Após a pausa no Tortoni, continuamos nossa caminhada na Avenida de Mayo em direção ao Congresso Nacional.

E, enfim, chgamos ao destino final da nossa caminhada: o Congresso.




Cansados da caminhada, pegamos um táxi para a Avenida Santa Fé e chegamos na livraria El Ateneo.

A El Ateneo funciona no local onde era um antigo teatro, que foi totalmente reformado. É a maior livraria da América Latina e vale a visita pois é um lugar impressionante.




Para fechar a tarde, retornamos para a Recoleta e fizemos uma pausa no Freddo. O sorvete de dulce de leche é sensacional!


Retornamos ao apartamento para recuperarmos as energias e saímos para jantar no Sucre Restaurant. O Sucre está localizado em Belgrano, um bairro residencial e um pouco distante da Recoleta. Apesar da distância, o táxi ficou em apenas 15 pesos!!

O restaurante estava lotado de brasileiros e como tinhámos reserva, fomos direto para a mesa.



Pedi logo de cara uma Liberty, a única cerveja sem álcool que encontrei por aqui. Apesar de única, é muito melhor que todas que existem no Brasil. A Grazi escolheu um drink de menta.

Após a comilança do dia, dispensamos a entrada e partimos para os pratos principais. Eu pedi um ojo de bife e a Grazi foi de Risotto azafranado con ossobuco. Ambos estavam deliciosos. Para sobremesa, chocolate volcano. E o melhor de tudo: comida e bebida de ótima qualidade por apenas 167 pesos, o que dá algo em torno de 90 reais para duas pessoas!! É por isso que os brasileiros estão invadindo Buenos Aires!


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