Arquivo para a categoria 'Marketing'

Automax: o retorno

Na semana passada eu escrevi aqui que havia recebido uma carta da Automax com alguns erros. Enviei um e-mail para a empresa na sexta-feira e recebi uma resposta rápida: 

Bom dia Sr Alexandre,
Ficamos gratos pelo contato. Pedimos deculpas pela falha, estamos juntos a Fiat revendo o processo de seleção e envio da mala direta para que isso não volte a acontecer. Inclusive, se possivel nos disponibilize um telefone para contato.
Após responder este e-mail e fornecendo meu telefone de contato, uma funcionária da concessionária me ligou para esclarecer o ocorrido. Embora a explicação não tenha me convencido muito, achei louvável o fato de responderem prontamente a minha mensagem. Ok, é o mínimo que uma empresa deve fazer pelo cliente, mas já enviei
e-mails a outras empresas que sequer me retornaram. 

Quando o tiro sai pela culatra

Uma boa gestão do relacionamento com os clientes é essencial no trabalho de fidelização dos consumidores de um produto ou serviço. Embora seja uma expressão muito utilizada no meio empresarial, o CRM (acrônimo da frase em inglês ”Customer Relationship Management”, que pode ser traduzido para o português como Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente) é mal compreendido e aplicado em muitas empresasa. Gerir o relacionamento com o cliente pressupõe que a empresa organizou todos os processos relativos a esta atividade, tendo o controle das informações a respeito dos seus clientes de maneira integrada e registrando todas as interações entre ambas as partes.

Como profissional de marketing, sempre que recebo a correspondência de uma determinada empresa, consigo perceber a maturidade dela em relação ao CRM. Enquanto algumas apresentam excelência no assunto, outras demonstram um certo amadorismo, como demonstra o caso relatado abaixo.

Em Outubro de 2007 eu e minha esposa compramos um carro zero quilômetro, o Novo Palio 2008, na concessionária Automax. Como valor de entrada, demos o nosso carro antigo, também um Palio, e financiamos o valor restante. Tudo ocorreu perfeitamente desde a negociação até a entrega do carro. Alguns dias após o recebimento do veículo, uma atendente da empresa me ligou para avaliar a minha satisfação com o atendimento recebido. Achei a ação interessante, embora a avaliação fosse composta apenas por meia dúzia de perguntas onde eu deveria atribuir notas entre 1 a 10.

Recebemos agora, cinco meses depois da aquisição do veículo, uma carta da Automax nos parabenizando pela compra!  Assinado pelo diretor-presidente da empresa,  o texto começa assim: “Você acabou de comprar um Fiat zero-quilômetro”. Será que só perceberam agora, meses depois, que compramos o carro? Em outro trecho, o texto diz “… para você aprveitar ainda mais a vida dentro do seu primeiro Fiat, o Palio.” Como assim? Eles não sabem que o nosso carro anterior também era um Fiat Palio? Alías, o carro foi utilizado como valor de entrada na negociação! E o texto segue, oferecendo os serviços da Automax e nos convidando a manter contato a empresa.

Pode ser um erro? Sim, afinal todas as empresas estão sujeitas a eles. Talvez a versão correta da correspondência fosse outra, com a intenção de manter o relacionamento e oferecer os serviços da Automax. Mas isso só reforça a minha visão do cuidado que é necessário na gestão do relacionamento com o cliente. Uma simples carta pode destruir todo o esforço feito anteriormente.

Para testar o CRM da Automax, encaminharei uma mensagem para o e-mail que consta no rodapé da carta e vou aguardar pela resposta. Vamos ver quant tempo será necessário aguardar.

Um novo posicionamento é o suficiente para melhorar a imagem de uma empresa?

A TAM Linhas Aéreas lançou no dia 22 de fevereiro o novo posicionamento de marca e logo. A campanha foi criada pela Y&R, que atende a conta há três anos. A Thymus foi a responsável pelo estudo de branding e a nova logo foi desenvolvido pela Y&R em parceria com a Design com Z. Embora não tenha divulgado o valor do investimento, o presidente da empresa, comandante David Bariono Neto, afirmou que esta é a maior campanha já realizada pela TAM.

TAM
TAM 2
TAM 3

A TAM alega que o reposicionamento não tem nada a ver com o acidente ocorrido no aeroporto de Congonhas, em julho de 2007, ou com o forte crescimento da GOL. Segundo o comandante David, o estudo foi iniciado no segundo semestre de 2006. Ainda segundo ele, a mudança reflete um compromisso da TAM com seus clientes, que desejam, no mínimo, um vôo pontual, um bom atendimento e conforto.

Pois é aí que entra o meu questionamento. Será que as mudanças proposta serão refletidas no atendimento aos clientes? Será que a TAM deixará de praticar “overbooking”? Os atrasos no vôos deixarão de ocorrer? Em caso de um novo acidente (toc-toc-toc… isola!), prestará um rápido atendimento aos famíliares? Espero que a TAM tenha consciência de que uma campanha bonita, humana e legal não substitui aquilo que o cliente de uma companhia aérea deseja: chegar de forma rápida e confortável ao seu destino. Caso contrário, é dinheiro jogado fora, além de mais um case para a agência de comunicação.

Ao escrever este texto, lembrei de um post no blog do Mario AV, questionando o reposicionamento do Pão de Açucar. Penso que se trata da mesma questão abordada aqui.

Pão de Açúcar tenta mudar imagem
Pão de Açúcar investe R$ 80 milhões para se diferenciar da concorrência e minimizar imagem de supermercado caro

É, sim, um supermercado caro. Eu, a minha vizinha e o taxista do ponto ao lado podemos confirmar. Mais caro ainda, só o Extra – que por acaso é do mesmo grupo empresarial. Não seria mais legal dar os mesmos R$ 80 milhões de descontos nos preços dos produtos? Qual é o lucro (sem ironia) de divulgar em propaganda que é mais barato, mas não mexer realmente nos preços, coisa que o consumidor perceberá fatalmente? A não ser que a ação inclua promoções especiais…

2008, o ano do Centenário

No dia 25 de março de 2008, o Clube Atlético Mineiro vai comemorar o seu centenário. Como trata-se de uma data muito especial, tenho certeza que o Departamento de Marketing do Galo planejou muitas ações comemorativas. Acho que devemos realmente celebrar durante todo o ano, mas penso que o mais importante é utilizar a grande visibilidade que o Galo terá na mídia para captar recursos financeiros, fechar novos e melhores contratos de patrocínios para montar um bom time de futebol. Afinal, o Galo é, antes de tudo, um clube de futebol.

Por enquanto, algumas ações já foram implementadas. A logomarca comemorativa dos 100 anos já foi divulgada e ficou muito bonita. Ela estará presente em todo o material esportivo e produtos licenciados.

Centenário do Galo

E patrocinar os quenianos Robert Cheruiyot e Alice Timbilili, vencedores da corrida de São Silvestre de 2007, foi uma grande jogada de Marketing. A inesperada ação repercutiu em toda a mídia nacional e internacional, além de irritar o time do outro lado da Lagoa!

Queniano atleticano

Vamos aguardar o que mais vem por aí! Espero que seja um grande ano para todos os atleticanos. Dá-lhe Galo!! Parabéns pelo centenário!

Quer pagar quanto?

Quem será o “gênio” que teve a idéia de colocar o mascote das Casas Bahia dentro de um vôo da ponta aérea, distribuindo panfletos com as promoções de Natal? O pobre coitado quase não cabia entre as poltronas.

Quer pagar quanto (pra tirar essa marmota daqui)?

O que me espanta, além da péssima idéia, é o público escolhido para a ação. Será um novo posicionamento das Casas Bahia? Porque mesmo após a queda dos preços das passagens aéreas, viajar de avião ainda é mais comum para as classes A e B.

Leia o relato no Blue Bus.

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"O que se faz" é o blog do Alexandre, um espaço para o registro do cotidiano, idéias, imagens e viagens!

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  • Conclusão: ao planejar, certifique-se de que a ação tem alguma chance de dar certo. Caso contrário, muda estratéfia ou aborte a ação. [3] 3 hours ago
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