Há alguns dias fui à casa de uma prima da minha esposa. Era aniversário dela e vários parentes e amigos estavam presentes para celebrar a data. Chegando lá, me juntei a um grupo na sala de TV e ficamos conversando sobre “importantes” questões do nosso cotidiano, como futebol, o trânsito infernal de Belo Horizonte e BBB 8!
De repente, ouvi uma música em um volume muito alto vindo da rua. Pensei que era um típico adorador de funk, axé ou outros tipos de músicas irritantes e sem sentido. Mas para a minha surpresa, era um carro de som ,contratado pelo marido da aniversariante para ler, em ALTO e bom péssimo som, uma mensagem romântica.
Enquanto todos os convidados, além da aniversariante, saíam para a rua, procurei um lugar para me esconder. Sem saber se o gesto era genuíno ou apenas uma brincadeira, fiquei assistindo a cena e pensando na vergonha que aniversariante devia estar sentindo. ´
O “animador” do carro de som leu uma mensagem brega romântica, mudou a música, soltou um foguete, mudou de música novamente, soltou outro foguete, leu mais um texto, soltou mais um foguete e perguntou se a aniversariante gostaria de dizer algumas palavras. Evidentemente ela se esquivou do microfone e agradeceu o “presente“.
O “animador” desejou uma boa noite a todos (como se possível depois deste bizarro acontecimento), entrou no carro e foi descendo a rua, ao som de uma música do Roberto Carlos e uma cascata de fogos nas laterias do carro.
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