Depois que retornamos da nossa viagem a Buenos Aires, muitas pessoas tem deixado comentários no blog solicitando dicas de viagem para a capital da Argentina. Resolvi reunir aqui algumas informações que acho importantes e que respondem em grande parte os questionamentos.
Caso você não encontre o que deseja, deixe um comentário aqui neste post para eu possa ajudá-lo.
Vamos às dicas:
Requisitos de entrada na Argentina: aos turistas brasileiros bastam apenas a carteira de identidade ou o passaporte válido. Atenção: é muito recomendável que a carteira de identidade tenha expedição recente. Documentos como carteira de motorista, da OAB e outras associações profissionais não são aceitas.
O tempo máximo para permanência de turistas é de 90 dias e não são exigidos certificados de vacinação.
Roteiros de passeios: a cidade de Buenos Aires tem um excelente site oficial de turismo, inclusive com conteúdo em português. No site estão disponíveis vários percursos pré-determinados por bairros e ruas interessantes da cidade, os chamados “roteiros autoguiados“, que utilizei e recomendo!
Alguns outros sites indicados para encontrar excelentes dicas de Buenos Aires:
- Viaje na Viagem: o blog do mestre Ricardo Freire, que me inspirou a criar o “O que se faz” e blogar ao vivo as minhas viagens. Lá você encontrará dicas de viagens não só para Buenos Aires, mas também para muitos destinos no Brasil e no exterior.
- Idas e Vindas: no blog da Carla peguei várias dicas de lugares legais para visitar em Buenos Aires. Há também o relato das idas e vindas dela a outros destinos como o Uruguai, Peru e Chile.
- A Turista Acidental: este é o blog da Emília, onde também encontrei preciosas dicas sobre Buenos Aires. Como o nome sugere, há vários (e ótimos) relatos de viagens.
Hospedagem: não utilizamos hotel em Buenos Aires, mas alugamos um apartamento. Se você vai ficar, no mínimo, 7 dias por lá, eu recomendo muito! Utilizamos o serviço da empresa BYT Argentina, muito bem recomendada por outras pessoas. Acesse o site e procure por apartamentos de acordo com o número de pessoas, a localização e a disponibilidade para o período desejado. Na página de cada apartamento há uma descrição detalhada do imóvel, móveis, eletrodomésticos e serviços disponíveis, além de várias fotos do local.
O processo funciona da seguinte forma: após escolher o apartamento, a reserva é feita no próprio site pagando uma taxa de 40 dólares com cartão de crédito. Após esta etapa, a empresa envia um e-mail com todos os detalhes do contrato, como o endereço e número de telefone do apartamento, período de aluguel, horário para chegada, etc. Em relação ao valores cobrados, você deverá levar, em dinheiro, uma parte referente ao aluguel e outra referente a um depósito de garantia, que serão entregues ao funcionário da Byt Argentina no dia da chegada. Este depósito de garantia é devolvido, em mãos, no dia da devolução das chaves do apartamento, caso não haja nenhum problema como o imóvel.
O processo conosco foi muito tranquilo e os funcionários da Byt Argentina foram muito cordiais, corretos e profissionais. Na nossa próxima viagem a Buenos Aires, certamente alugaremos um apartamento com esta empresa.
Câmbio: se você já quiser chegar em Buenos Aires com alguns pesos, recomendo comprá-los na corretora Cotação, com filiais em várias cidades no Brasil. Aliás, se você for alugar um apartamento em Buenos Aires, vai precisar de dólares e eu recomendo a mesma empresa.
Mas o ideal é trocar seus reais por pesos em Buenos Aires, pois você encontrará as melhores cotações. Logo na chegada ao Aeroporto de Ezeiza, faça o câmbio na agência do Banco de La Nacion que fica no saguão, fora da área de desembarque internacional. Dentro da área de desembarque existem outras casas de câmbio, mas fuja delas, pois tem péssimas cotações!
Não troque todos os seus reais por pesos de uma vez! Faça o câmbio a medida que houver necessidade. No centro de Buenos Aires, recomendo o Banco Meridien, que fica na esquina de Calle Florida com Perón e tem ótimas cotações.
Para fazer o câmbio são necessários o passporte ou carteira de identidade e documento carimbado pelo setor de imigração argentino.
Transporte: para ir do Aeroporto de Ezeiza para Buenos Aires, cerca de 35 Km de distância, utilizamos o serviço da empresa Táxi Ezeiza. O trajeto durou cerca de 40 minutos e nos custou 88 pesos. Para retornar ao aeroporto, utilizamos o serviço da mesma empresa, com hora marcada e a um custo de 60 pesos.
Dentro da cidade, andamos muito de táxi, pois tem um custo extremamente barato se comparado ao praticado aqui no Brasil. Mas como já tinhámos encontrado relatos de pessoas que tiveram problemas com alguns táxis por lá, como recebimento de notas falsas e percursos maiores que o necessário, sempre pegamos carros de empresas de rádio-táxi, que são mais confiáveis. Para identificá-los, basta procurar a inscrição “rádio-táxi” nas portas. Outro conselho é sempre levar dinheiro trocado para efetuar os pagamentos (notas de 20 pesos, no máximo!).
Utilizamos também o serviço de metrô apenas uma vez, a título de experiência. Mas nos pareceu um meio de transporte confortável, seguro e barato: 90 centavos de peso por trecho. A rede de metrô de Buenos Aires, chamado de “Subte” por lá, foi inaugurada em 1913, sendo a pioneira na América Latina.
Os ônibus também possuem uma tarifa muita barata, apenas 40 centavos. Mas os veículos são, em geral, muito velhos e “assoviam” enquanto andam! Se você quiser arriscar, saiba que é necessário ter o dinheiro trocado, pois os ônibus não tem o tradicional cobrador existente no transporte coletivo daqui.
Temperatura: a nossa viagem foi no período de Outono e encontramos temperaturas entre 17 e 6 graus durante o dia. Já durante a madrugada, a temperatura chegou a 1 grau!! Mas nada que um bom agasalho e um par de luvas não resolvam. Além disso, a maioria dos restaurantes, cafés e shoppings de Buenos Aires tem ambientes com aquecimento.
Alimentação: nós já chegamos em Buenos Aires com várias indicações de restaurantes e cafés, todas encontradas nos sites Viaje na Viagem e Guia Óleo, um excelente guia de restaurantes que fornece endereços, fotos e avaliações dos locais.
No bairro da Recoleta, recomendo o Lola Restaurante, o Café La Biela, o Sottovoce, o Rodi Bar, o Restó e o Nectarine. Na região de Palermo, o ótimo Lelé de Troya, além do Cluny, o Olsen e o Bar Uriarte. Em Belgrano, bairro próximo a Palermo, recomendo o Sucre.
Para um happy hour, recomendo o Gran Bar Danzón. Para deliciosas empanadas, o El Sanjuanino. Para um café histórico, o Café Tortoni. Mesmo que esteja fazendo um frio polar, não vá embora sem provar um sorvete de dulce de leche do Freddo, que tem várias lojas espalhadas por Buenos Aires. E por último, mas não menos importante, experimente (e compre várias caixas) os famosos alfajores Havanna.
Compras: como não era o objetivo da viagem, não foi um ponto muito explorado por nós. Mesmo assim, compramos algumas roupas, principalmente na Zara. Os preços das roupas estão, em média, 20% mais baratos que no Brasil. Não era o nosso caso, mas se você não tiver muitas roupas de frio, vale a pena deixar para comprar em Buenos Aires. Encontrei excelentes casacos a 350 pesos, cerca de 200 reais no câmbio de hoje.
Os locais de compra mais recomendados são a famosa Calle Florida (para roupas de couro, artigos eletrônicos e as tradicionais lembrançinhas), o bairro de Palermo (roupas de grifes internacionais e outlets de marcas famosas) e os tradicionais shopping centers (recomendo o Patio Bullrich e o Alto Palermo Shopping).
Ligações telefônicas para o Brasil: as tarifas cobradas em hotéis ou do telefone celular costumam ser caríssimas! Para ligar para o Brasil procure um dos inúmeros “locutórios” espalhados por toda a cidade. Os locutórios são locais que reunem várias cabines telefônicas e computadores para acesso à internet. Uma ligações de 5 minutos para Belo Horizonte me custou 4 pesos, cerca R$ 2,30.
Eletricidade: na Argentina a eletricidade utilizada é de 220 volts. As tomadas são diferentes das existentes no Brasil, a maioria posui dois orifícios achatados e dispostos diagonalmente. É necessário utilizar um adaptador, que pode ser encontrado no free-shop ou em sites de comércio eletrônico. Em Belo Horizonte, comprei na Loja Elétrica, na esquina da Avenida Santos Dumont com Rua Rio de Janeiro, por R$ 25,00.
Meus roteiros: se quiser ler todos os textos publicados no “O que se faz” a respeito de Buenos Aires, clique aqui.
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